Dois jeitos de pagar pelo mesmo pedido
Nenhum pedido de delivery chega de graça. A diferença entre o aplicativo e o canal próprio não está em ter ou não ter custo, e sim na forma como ele é cobrado.
No aplicativo, você entrega uma porcentagem de cada venda enquanto ela existir, do primeiro ao centésimo pedido do mesmo cliente. No canal direto, você paga para ser encontrado e para manter o cardápio no ar, e o valor por pedido depende de quantas vendas aquele investimento gerou. Um custo cresce junto com o faturamento; o outro se dilui conforme os pedidos aumentam.
O que entra no custo do pedido no aplicativo
Comece pelo contrato e pelo extrato de repasses, não por estimativa. O percentual de comissão varia de acordo com o plano escolhido, e podem existir cobranças separadas. Some tudo o que foi descontado num mês e divida pelo número de pedidos daquele mês: esse é o seu custo real por pedido dentro do aplicativo.
- Comissão sobre o valor do pedido, conforme o plano contratado
- Taxa sobre o pagamento feito pelo próprio aplicativo, quando houver
- Entrega feita pela plataforma, se o motoboy não for seu
- Cupons e promoções que a casa banca para ganhar destaque
- Anúncios pagos dentro do aplicativo
O que entra no custo do pedido direto
No canal próprio, a conta tem três partes: o investimento em anúncio no mês, a mensalidade da ferramenta de cardápio digital (quando existe) e as taxas de maquininha ou de pagamento online. Se no aplicativo quem entrega é a plataforma e no direto é o seu motoboy, o custo da entrega entra só deste lado. O que existe igual nos dois canais pode ficar fora da comparação.
Para chegar ao custo por pedido, divida o gasto com anúncio pelos pedidos que ele gerou. É aqui que o rastreio decide: sem o Pixel da Meta e o Google Analytics registrando o pedido finalizado no cardápio, você sabe quanto gastou, mas não sabe quanto vendeu por causa do anúncio.
O pedido isolado engana: olhe o cliente
Comparando só o primeiro pedido, o anúncio pode sair mais caro que a comissão. Convencer alguém que nunca provou a sua comida custa mais do que atender quem já conhece a casa, e isso é normal.
A virada acontece depois. Quem pediu pelo cardápio próprio deixa nome e telefone. Na segunda, terceira e quarta compra, essa pessoa pode voltar por uma mensagem no WhatsApp, sem pagar anúncio de novo. No aplicativo, cada recompra paga a porcentagem outra vez. A conta que decide é o custo de todos os pedidos de um cliente durante alguns meses, dividido pelo número de pedidos.
Quando o aplicativo continua valendo a pena
Abandonar o aplicativo raramente é a melhor saída. Ele funciona como vitrine para quem nunca ouviu falar da casa e cobre momentos em que o anúncio próprio ainda não alcança. O caminho mais equilibrado é usar o aplicativo para ser descoberto e o canal direto para ficar com o cliente.
- Deixe o aplicativo trabalhar na atração de quem ainda não conhece a casa
- Dê ao pedido direto um motivo concreto, que o aplicativo não oferece
- Mantenha preço, fotos e itens atualizados nos dois canais
- Acompanhe mês a mês qual parte do faturamento já vem de pedido direto
Como montar o canal direto para a conta fechar
O anúncio só se paga se o caminho até o pedido for curto: cardápio leve no celular, fotos dos pratos de verdade, taxa de entrega visível antes do carrinho e alguém respondendo o WhatsApp durante todo o expediente. A campanha deve ser otimizada pelo pedido concluído, e não pelo clique.
Em Bauru, a Vela Latina monta esse caminho com o cardápio digital do cliente, rastreio instalado e CRM de recompra, e revisa em dias fixos o custo por pedido ao lado do que o aplicativo cobraria pela mesma venda. Com R$ 551 no Meta Ads, uma pizzaria delivery cliente da Vela vendeu perto de R$ 8 mil em 30 dias.
Conta de exemplo: o mesmo cliente em quatro pedidos
| Valor de cada pedido | R$ 80 |
|---|---|
| Comissão hipotética do aplicativo (20%) | R$ 16 por pedido, R$ 64 nos quatro |
| Anúncio para conquistar o primeiro pedido direto | R$ 25 |
| Pedidos 2, 3 e 4, chamados pelo WhatsApp | R$ 0 de anúncio |
| Ferramenta de cardápio rateada por pedido | R$ 2 por pedido, R$ 8 nos quatro |
| Total no canal direto | R$ 33 nos quatro pedidos |
Números redondos e hipotéticos, só para mostrar a lógica. Os 20% não são a taxa de nenhum aplicativo: use a do seu contrato. Repare que o primeiro pedido direto sai mais caro que a comissão; a diferença aparece na recompra. Taxas de pagamento e entrega ficaram de fora para simplificar, mas entram na conta real quando mudam de um canal para o outro.
Perguntas frequentes
O custo do anúncio por pedido é sempre menor que a comissão do aplicativo?
Não. No primeiro pedido de um cliente novo, o anúncio pode custar mais que a comissão. O canal direto compensa quando o cliente volta a pedir sem precisar de outro anúncio, e quando o cardápio converte bem quem chega. Só os pedidos registrados mostram onde você está.
Que dados eu preciso separar para fazer essa conta?
Do aplicativo: total de pedidos, faturamento e tudo o que foi descontado no mês. Do canal direto: gasto com anúncio, pedidos finalizados no cardápio e no WhatsApp, mensalidade da ferramenta e quantos clientes pediram mais de uma vez. Com esses números lado a lado, a comparação deixa de ser palpite.
E se o meu cliente preferir continuar no aplicativo?
Tudo bem, ele não precisa sair. Parte dos clientes vai continuar lá por hábito, e isso é esperado. O objetivo é que uma fatia crescente dos pedidos venha pelo canal próprio, principalmente dos clientes que compram com frequência.
A Vela faz essa comparação para deliveries de Bauru?
Sim. No diagnóstico, a Vela Latina levanta quanto vem do aplicativo, quanto vem direto e o custo por pedido de cada canal. Depois, acompanha esses números nos relatórios semanais enquanto as campanhas puxam pedidos para o cardápio próprio.
