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Investimento · 4 min de leitura

Quanto investir em anúncios para imobiliária em Bauru?

Numa imobiliária, a verba de anúncios se define pela comissão que fica com a casa depois do corretor, pela finalidade de cada campanha e pelo tempo que cada negócio leva para fechar. Venda pede paciência e custo por lead qualificado como alvo. Locação e captação de proprietários trazem retorno mais rápido ou recorrente e merecem verba própria.

Por Equipe Vela Latina ·

Venda, locação e captação pedem verbas separadas

Numa imobiliária, anúncio não é um negócio só. A venda tem comissão alta e decisão lenta. A locação tem valor menor por contrato e decisão rápida. A captação de proprietários não gera receita na hora, mas abastece a carteira que todas as outras campanhas anunciam.

Colocar tudo numa verba única faz a frente mais barata de clicar engolir a verba das outras. Separar as três permite dar a cada uma a meta certa e enxergar qual está pagando a conta.

Da comissão ao custo por lead qualificado

O ponto de partida é quanto fica com a imobiliária depois de pagar o corretor numa venda típica. Dessa parte, a casa decide quanto aceita investir em anúncio para gerar uma venda. Esse é o teto por negócio fechado.

Daí a conta desce. Quantos leads qualificados, os que no pré-atendimento confirmaram finalidade, bairro e faixa de preço que a carteira atende, são necessários para uma venda? E quantos contatos brutos até achar um qualificado? Cada etapa dessa conta mostra o custo máximo aceitável naquela etapa, e o CRM com a origem de cada contato transforma essas taxas de palpite em dado.

Locação e administração: o valor que se repete

Quando a imobiliária administra o aluguel, o proprietário captado paga uma taxa todo mês enquanto o contrato durar, além de gerar a comissão da primeira locação. Um imóvel bem captado pode render por muito tempo.

Por isso, o custo aceitável por proprietário captado costuma ser maior do que parece à primeira vista. Vale calcular quanto um contrato de administração rende ao longo da duração média dos contratos da própria carteira e usar esse valor como referência para a verba de captação.

O tempo até a escritura e como ler os números

Na venda, entre o primeiro contato e a escritura podem passar meses, com visitas, proposta, aprovação de financiamento e documentação. Julgar a verba pelas vendas do mesmo mês em que ela foi gasta distorce tudo. O certo é acompanhar os leads de cada mês até o desfecho.

Enquanto as vendas não aparecem, os sinais intermediários dizem se o caminho está certo:

  • Custo por lead qualificado no pré-atendimento
  • Custo por visita agendada
  • Propostas enviadas, agrupadas pelo mês de entrada do lead
  • Tempo até a primeira resposta da equipe

Google, Meta e a carteira que define a divisão

Imóvel pronto e captação de proprietários têm busca constante, e o Google tende a ficar com a maior parte da verba dessas frentes. Lançamento na planta e imóvel de alto padrão precisam ser apresentados, e aí a Meta assume o protagonismo.

A carteira também manda na verba. Quando a carteira tem estoque farto de um tipo de imóvel numa área, essa combinação merece mais investimento. Se a carteira de venda encolheu, parte da verba migra para a captação, porque anunciar sem estoque só gera contato frustrado.

O momento de acelerar e o de frear

Aumente quando a carteira tem imóveis bons para mostrar, o pré-atendimento dá conta e o custo por visita está estável. Num lançamento, a verba se concentra nas semanas anteriores à abertura das vendas, para formar a lista de interesse, e é revista depois que a tabela chegou a quem levantou a mão.

Segure quando os corretores estão sem agenda para visitas, quando a carteira de uma finalidade esvaziou ou quando os leads chegam sem perfil. O histórico de contratos da própria imobiliária mostra os meses de maior procura por aluguel e por compra, e a verba deve subir um pouco antes deles.

Verba, gestão e portais

Google e Meta recebem a verba de anúncio. Gestão de campanhas é outro custo, assim como a mensalidade dos portais imobiliários. Cada um precisa ter o resultado medido em separado, para a imobiliária saber de onde vem cada visita e cada contrato.

A Vela Latina combina com a imobiliária uma meta de custo por resultado para cada frente, monitora por semáforo se o investimento do mês está no ritmo combinado e registra no CRM a origem de cada lead, do primeiro contato até a visita e a proposta.

Conta de exemplo (venda)

Comissão da imobiliária numa vendaR$ 20.000
Parte que fica com a casa depois do corretorR$ 10.000
Teto de anúncio por venda fechadaR$ 2.000
Leads qualificados por venda1 venda a cada 20
Custo máximo por lead qualificadoR$ 100
Contatos que passam no pré-atendimento1 em cada 4
Custo máximo por contato brutoR$ 25

Números hipotéticos para mostrar a lógica de uma venda. Locação e captação têm contas próprias, e a conta real usa a comissão e as taxas de conversão da sua imobiliária.

Perguntas frequentes

Corretor autônomo segue a mesma conta?

Segue, com a diferença de que a comissão não é dividida com a casa e o atendimento depende de uma pessoa só. Vale concentrar a verba num tipo de imóvel e numa região, e não trazer mais leads do que dá para atender no mesmo dia.

Vale gastar verba em lançamento antes de abrir as vendas?

Vale, porque a lista formada antes da abertura é o público mais quente no dia do lançamento. A verba de pré-lançamento é medida pelo custo por cadastro e, depois, por quantos cadastros visitaram o decorado ou pediram a tabela.

Por que separar a verba de captação?

Porque a captação não gera venda na hora e perde a disputa quando divide orçamento com campanhas de compra. Com verba própria, a imobiliária mantém a carteira abastecida, e as outras campanhas continuam tendo o que anunciar.

Vela Latina · Bauru

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