O que você vende é o acompanhamento, não a sessão
Quando o psicólogo compara o gasto com anúncio ao valor de uma sessão, quase toda campanha parece cara. A comparação certa é com o que um paciente rende durante o tempo em que fica em terapia, que costuma ser de várias semanas ou meses.
Esse tempo varia muito entre consultórios e abordagens, então não use número de terceiros. Puxe da sua agenda quantas sessões, em média, fizeram os pacientes que começaram no último ano. Esse é o ponto de partida mais honesto para saber quanto um novo paciente vale para você.
A agenda livre é o teto da verba
Psicólogo vende horas, e elas acabam. Se você tem quatro horários vagos por semana, a campanha precisa preencher quatro horários, não gerar trinta conversas. Investir além disso só cria lista de espera e gente frustrada por não conseguir começar.
Em clínicas com vários profissionais, a conta é feita por pessoa. A verba vai para os formatos e para os psicólogos com espaço na agenda, e muda de lugar quando um deles lota.
Entre a conversa e a primeira sessão, a conta aperta
Nesse nicho, uma parte grande das conversas para na pergunta sobre o valor. Outra parte agenda e desmarca. O custo máximo que você pode pagar por conversa depende de quantas atravessam essas etapas, e só o seu histórico responde isso.
Por isso, antes de aumentar o investimento, vale anotar por algumas semanas quantas conversas viram primeira sessão realizada e quantos pacientes seguem depois dela. Melhorar a resposta no WhatsApp costuma baixar o custo por paciente mais do que mexer no anúncio.
Presencial e on-line pedem verbas separadas
O atendimento presencial em Bauru e região disputa um público limitado, e a maior parte dele chega pela busca no Google. A verba aqui tem um teto natural: quando todas as pesquisas da região já estão sendo cobertas, colocar mais dinheiro só encarece o clique.
O on-line pode alcançar gente de qualquer lugar, mas compete com muito mais profissionais e depende de conteúdo para gerar confiança à distância. Costuma precisar de mais tempo e de mais criativos até encontrar um custo aceitável. Misturar os dois num orçamento só esconde qual deles está pagando a conta.
Como dividir entre Google e Instagram
Para quem atende presencialmente e está começando, faz sentido concentrar a maior parte no Google, nas buscas por psicólogo e pelos formatos que você atende, e manter uma fatia menor no Instagram para construir familiaridade com quem ainda não procura.
Conforme os vídeos ganham público e o remarketing passa a ter gente suficiente, o Instagram pode receber mais. A divisão certa é a que entrega primeiras sessões dentro do seu teto, e ela muda ao longo dos meses.
Onde a verba de consultório escorre
Os maiores desperdícios raramente estão no valor investido, e sim no que acontece em volta dele:
- Mensagens respondidas horas depois, quando a pessoa já desistiu ou procurou outro profissional.
- Anúncio de terapia de casal rodando enquanto o profissional que atende casais está sem horário.
- Cliques de estudantes e de quem procura atendimento gratuito, por falta de negativas.
- Público on-line aberto para todo o país sem que o consultório tenha estrutura para atender.
- Cortar a campanha em poucos dias porque as conversas não viraram sessão na mesma semana.
Quanto tempo esperar e quando aumentar
As primeiras semanas mostram se os anúncios geram conversas e primeiras sessões. A permanência, que é o que dá valor ao paciente, só aparece com alguns meses de dados, então acompanhe a primeira sessão como sinal antecipado e confira a continuidade depois.
Aumente quando o custo por primeira sessão está dentro do teto e ainda há horário livre. Segure quando a equipe não consegue responder rápido ou quando a agenda está perto de lotar. E lembre que a verba paga à plataforma é uma coisa e a gestão das campanhas é outra: as duas entram na conta do retorno.
Conta de exemplo
| Valor da sessão | R$ 150 |
|---|---|
| Sessões de um paciente que continua (média do consultório) | 10 |
| Receita de um paciente ao longo do acompanhamento | R$ 1.500 |
| Teto de anúncio por paciente que continua | R$ 150 |
| Conversas que viram paciente em acompanhamento | 1 em cada 5 |
| Custo máximo por conversa | R$ 30 |
Números hipotéticos para mostrar a lógica. A conta real usa o valor da sua sessão e o histórico de permanência dos seus pacientes.
Perguntas frequentes
Dá para começar com pouca verba?
Dá, desde que ela não seja dividida em muitas frentes. Uma campanha de pesquisa para o formato com mais agenda livre, mais a proteção do seu nome no Google, já permite medir o custo por primeira sessão antes de expandir.
Se a agenda está cheia, devo parar de anunciar?
Pode reduzir bastante e manter o mínimo para não sumir das buscas pelo seu nome. Retomar do zero depois de meses parado costuma exigir um novo período de ajuste das campanhas.
A Vela acompanha se o paciente continuou?
Sim. O CRM registra a origem de cada contato, a primeira sessão e se a pessoa seguiu, e a verba é acompanhada por semáforo em relação à meta. O relatório chega toda semana pelo WhatsApp, e as reuniões podem ser presenciais na agência, em Bauru.
