Como o Instagram e o Facebook funciona para corretoras de seguros
No feed, ninguém está pensando em apólice. A pessoa está vendo o vídeo de um amigo, uma receita, uma notícia. Para a corretora interromper essa rolagem, o anúncio precisa começar por uma cena que o espectador reconhece, como o vizinho que teve o carro levado ou a infiltração que estragou o apartamento de baixo, e só depois mostrar o seguro.
Há um detalhe que muda o jeito de montar campanhas nesse nicho. Anúncios de seguro podem ter de entrar na categoria especial de serviços financeiros da Meta, que reduz as opções de idade, gênero, localização e interesses. Quando isso acontece, quem escolhe o público é a mensagem: um vídeo sobre seguro para a primeira moto atrai um perfil, um sobre proteção do comércio atrai outro, e o algoritmo aprende com quem responde.
Quando esse canal é o mais indicado
Instagram e Facebook rendem mais nos ramos que quase ninguém pesquisa por conta própria, como vida, residencial e seguro para pequenos negócios, e para manter a corretora lembrada até o mês em que o seguro auto vence. Também funciona bem para apresentar o corretor como pessoa, algo que o Google mostra pouco. Perde para a pesquisa quando a urgência é imediata, como quem precisa da apólice para tirar o carro da concessionária amanhã: essa pessoa abre o Google, não o Instagram.
Campanhas que funcionam
Lista de renovação
Formulário instantâneo que pergunta em que mês o seguro atual vence e qual o principal interesse da pessoa. Quem está perto da troca recebe cotação na hora; quem não está entra na fila da renovação com a data anotada.
Conversa com o corretor
Anúncio que abre o WhatsApp com uma frase pronta, como quero cotar o seguro do meu carro. A primeira resposta da corretora pede foto do documento do veículo ou da apólice atual, o que acelera o cálculo.
Histórias de sinistro bem resolvido
Vídeos curtos em que o corretor conta, sem expor ninguém, como acompanhou um cliente depois de uma batida, um alagamento ou um furto. Constroem a lembrança de que existe alguém para ligar no pior dia.
Quem assistiu ou interagiu
Pessoas que viram boa parte dos vídeos, abriram o formulário sem enviar ou interagiram com o perfil passam a ver um chamado para cotar. Com público pequeno, os criativos precisam ser trocados com frequência.
Ramo para quem já é cliente
Clientes de seguro auto recebem anúncios sobre residencial e vida, desde que o uso da base de clientes respeite a LGPD e as regras da plataforma. Quem já confia na corretora tende a ouvir a segunda oferta com mais atenção.
Públicos que compram
- Localização ampla o bastante para cobrir Bauru e as cidades em que a corretora atende, respeitando o mínimo exigido se a categoria especial se aplicar
- Público aberto guiado pelo criativo, quando idade e interesses não puderem ser usados
- Pessoas que viram a maior parte dos vídeos do corretor
- Quem abriu o formulário de cotação e não concluiu
- Seguidores e quem conversou com a corretora pelo Instagram
- Clientes atuais, para oferta de outros ramos, e excluídos das campanhas de captação
Exemplos de anúncio
Reels de situação
Abre com a pergunta: se o seu carro fosse levado hoje, você saberia o que fazer? O corretor explica em poucos segundos o primeiro passo e convida para revisar o seguro pelo WhatsApp.
Carrossel da apólice
Cada cartão traduz um termo do seguro auto: franquia, carro reserva, terceiros, assistência 24 horas. O último cartão chama para comparar coberturas com o corretor.
Stories de vencimento
Arte simples com a frase: seu seguro vence nos próximos meses? Deixe o mês com a gente e receba uma cotação antes da renovação. Botão leva ao formulário curto.
Exemplos para mostrar o tom. Cada anúncio real é escrito com a oferta e as regras do seu negócio.
Regras e políticas
Anúncios de seguros podem estar sujeitos à categoria especial de produtos e serviços financeiros da Meta, que restringe opções de segmentação por idade, gênero, localização e interesses e pode deixar indisponíveis alguns tipos de público. A Meta também proíbe textos que afirmem ou sugiram características pessoais de quem lê e tem regras contra conteúdo chocante. Do lado do seguro, valem as normas da SUSEP sobre identificação da corretora e clareza da oferta, além do Código de Defesa do Consumidor. Como essas regras mudam e variam por país, confira a política atual da Meta e as normas vigentes antes de publicar.
O que medir
Erros comuns
- Ignorar a categoria especial de serviços financeiros quando ela se aplica e ter a campanha reprovada ou a conta limitada.
- Apostar em imagem de acidente grave ou em tom de ameaça, o que afasta o público e pode violar as regras da Meta.
- Escrever textos como você está sem seguro, que falam da situação pessoal de quem lê e são vetados pelas políticas da plataforma.
- Rodar só arte com logotipo e preço, sem mostrar o corretor, e ficar igual ao anúncio de qualquer banco.
Perguntas frequentes
A categoria especial atrapalha os resultados?
Ela tira algumas ferramentas de segmentação, mas não impede bons resultados. A campanha passa a depender mais do criativo e do formulário para encontrar as pessoas certas, e o algoritmo aprende com quem responde.
Instagram traz cliente de seguro auto ou só de outros ramos?
Traz os dois. Para seguro auto, o papel principal é guardar o contato até o vencimento; para vida e residencial, é despertar uma necessidade que a pessoa ainda não tinha percebido.
Preciso gravar vídeos?
Ajuda bastante, porque o cliente compra a confiança no corretor junto com a apólice. Basta o celular e um roteiro curto que a Vela ajuda a montar em Bauru; nada vai ao ar sem a sua aprovação no painel.
Posso usar a lista de clientes nos anúncios?
Pode, desde que a coleta e o uso dos dados respeitem a LGPD e as regras da Meta. Com a categoria especial, alguns usos dessa lista podem ficar restritos, então vale conferir antes de montar o público.
